Imprensa
Segunda-feira, 03 de Junho de 2019, 16h:00

Audiência Publica

Sindicato, deputado estadual, vereadores e autoridades, juntam forças em prol da permanência da unidade prisional de Aripuanã

A presença do Sindspen foi para demonstrar apoio aos servidores da unidade, população em geral e aos parlamentares que se demostraram preocupados com a situação da unidade.

Assessoria de Imprensa Sindspen/MT
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Assessoria

Na última sexta-feira (31), Os diretores do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso, Gilciney Mendes Gomes (Vice-Presidente), Antônio Júlio Rodrigues (Secretário Geral) e Silvio Luiz Rodrigues (Diretor Regional da Subsede de Várzea-Grande) participaram de uma audiência pública realizada em Aripuanã (1.200 km de Cuiabá), convocada pelos vereadores da cidade, afim de  discutir as consequências do fechamento da Cadeia Pública da cidade.  

Assessoria Sindspen-MT

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Comunidade presente no debate

O Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen-MT) se manifesta contrário ao fechamento da unidade, alertando para a capacidade do Centro de Detenção Provisória de Juína, que deveria ser ocupado por 153 recuperandos, mas, que antes da transferência já existia 218 pessoas privadas de liberdade, o que representa uma superlotação, que se agravou com o recebimento dos recuperandos de Aripuanã.

O Sindspen Também alerta para a sensação de instabilidade que a população do município sente na Segurança Pública, já que as policiais Civil e Militar atuam com efetivo e viaturas insuficientes.  

A Presidente do Sindspen, Jacira Maria da Costa Silva, disse que não adianta desvestir um santo, para vestir outro e pontua que há outas maneiras de atingir o efetivo ideal, sem desativar a unidade, como convocar os aprovados do último concurso e cita que unidade de Juína sofre com infeção de hanseníase, sendo 66 detentos diagnosticados até o momento com a doença. “Existe uma ação civil pública com liminar para nomeação em caráter de urgência de um médico, um enfermeiro e 18 agentes penitenciários para a unidade no prazo de 30 dias, o que até agora não foi cumprido pelo Estado e com a ida de mais presos para a unidade à situação deve se agravar. O problema é que para resolver a situação de Juína, o Governador fechou a unidade de Aripuanã, sem levar em conta a atual situação da cidade que está em crescimento migratório, por conta da exploração de ouro, que tem atraído pessoas” destaca Jacira.

Assessoria Sindspen-MT

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Vice-Presidente falando sobre a audiência a imprensa de Aripuanã.

Todos os presentes se demonstraram contrários ao fechamento da cadeia, pontuando a inviabilidade e sobrecarga de um trabalho, como o diretor Sinpol-MT da sub sede de Juína, Jean Adriano Meira Teixeira, que pontuou sobre a função do investigador que é investigar ilícitos penais, mas que, com o fechamento da unidade e com  apenas quatro profissionais precisam fazer o trabalho que antes era feito por agentes penitenciários, e ainda devem cuidar do prédio e registrar boletins de ocorrência, isso não é justo e nem sensato.

Assessoria Sindspen-MT

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Conforme Gilciney, o vice-governador Otaviano Piveta estaria presente na audiência e  daria uma resposta sobre o destino da unidade, porém o mesmo esteve na cidade, mais não compareceu ao debate e nem enviou resposta sobre o fechamento da cadeia. “Podemos com isso entender que a atual gestão não quer dialogar com a sociedade”.

Participaram do debate, Representantes do Sindspen, o deputado estadual João Batista (Pros), Vereadores, representante do Sinpol, OAB local e membros da comunidade.  

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