Imprensa
Segunda-feira, 02 de Setembro de 2019, 22h:50

Sindspen/MT repudia violência de PM em abordagem a agente penitenciária

Diretoria Sindspen-MT

Divulgação

O sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen/MT), em nome da Presidente em substituição, Jacira Maria da Costa Silva, vem a público repudiar a tamanho ato de violência e covardia praticado por um Policial Militar (PM) contra a agente penitenciária C.R. durante uma abordagem policial, na madrugada de domingo (01) para segunda-feira (02), na MT-040, que liga Cuiabá a Santo Antônio do Leverger.

De acordo com a servidora, na rodovia ao fazer uma ultrapassagem, o policial ficou bravo e começou a acelerar na traseira do seu carro e dar luz alta. Foi então, que a pedido de uma amiga, que estava de carona, parou o carro. Ao parar o PM desceu do seu carro e jogou um objeto no para-brisa traseiro, onde quebrou-o com violência, e chutou o para-choque traseiro, com medo, a agente deu arranque com o carro e saiu. A passageira que estava junto com a agente penitenciária pediu para que a mesma parasse para chamar a polícia foi quando ele se apresentou como policial, (mesmo afastado do batalhão), colocou os dois braços dentro do carro tentando tirar a chave da ignição.

Foi aí que a violência começou, C.R.A relata que viveu momentos desesperadores, o agressor deu um soco em sua boca, quebrou parte do seu dente inferior e depois tentou puxa-la para fora do carro e disse que, se ela não saísse com o carro ele ia quebrar seu braço, foi aí que a agredida, com muito medo, deu arranque com o carro e a polícia foi atrás com, aproximadamente, 08 (oito) viaturas.  

A servidora relata que ingeriu bebida alcoólica, porém não configurou embriaguez, pois era uma porcentagem muito baixa, em torno de 0.16% de álcool, porém mesmo assim foi levada para a delegacia.  Ao chegar à delegacia, os PMs entraram em uma sala e lavraram o flagrante, encaminharam-na para carceragem, junto com outras duas presas, sendo uma por Maria da Penha e outra por tráfico de drogas, a mando do investigador chefe. Os demais policiais civis discordaram pois, a agente Penitenciária e sua amiga não foram interrogadas.  

Jacira pontua que não admite, em qualquer hipótese, a agressão gratuita, ainda mais de tal natureza. O pior nessa situação foi a omissão dos investigadores que não cumpriram o protocolo e levaram detida a servidora sem ao menos ouvi-la ou dar o direito de se defender e ainda a colocar em uma carceragem sem que fosse configurado crime.  

"Estamos como categoria, solidários com essa circunstância deplorável, em momento delicado onde muitas mulheres têm sofrido violência doméstica, misoginia e machismo disfarçado. Todos os Cidadãos devem ser tratados com respeito, independente da diferença de seu sexo e força. Secretário ou Governador, não há espaço para preconceito na Segurança Pública  e exigimos que providências cabíveis sejam tomadas em prol das mulheres covardemente  vitimizadas, simplesmente, por ser mulher" dispara Jacira.

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